Tomar Refrigerante na Gravidez Faz Mal?

Kinax

Grávida evitando refrigerante

Tomar um refrigerante gelado pode ser muito gostoso e refrescante, mas seu consumo em excesso pode não ser saudável. Sim, ele pode ser ingerido com moderação, mas sempre é mais interessante substituí-lo por bebidas mais saudáveis.

Se você está grávida, provavelmente está atenta à sua alimentação, pois o bebê precisará de nutrientes para crescer forte e saudável. Evitar alguns alimentos e bebidas nessa fase é muito importante, para não afetar o desenvolvimento do seu bebê. Aqui estão algumas informações para que você entenda se tomar refrigerante na gravidez faz mal e como pode afetar o desenvolvimento do bebê.

Tomar refrigerante na gravidez faz mal?

Quando o consumo é feito em excesso, o refrigerante pode trazer muitos prejuízos para a saúde da gestante e também do bebê. Sendo assim, podemos afirmar que tomar refrigerante na gravidez faz mal, e abaixo você verá os motivos, em detalhes, pelos quais deve evitar a sua ingestão, principalmente durante a gestação.

Veja abaixo a composição dessa bebida e como os seus ingredientes podem prejudicar a gestação e o bebê.

– Açúcar

O refrigerante costuma ser rico em açúcar e tem sido constantemente associado ao ganho de peso, algo que precisa ser monitorado durante a gravidez; além disso, existem afirmações que dizem que seu consumo excessivo pode estar relacionado ao desenvolvimento de muitas doenças.

Apenas uma lata de refrigerante tem em média 150 calorias que não oferecem um único nutriente para o corpo, o que é muito necessário para o crescimento e desenvolvimento do seu bebê.

O alto consumo de refrigerante pode até levar à obesidade, o que, por sua vez, pode afetar a saúde do feto por meio de problemas que variam de deficiências congênitas a abortos espontâneos.

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Um estudo realizado pelo Merrimack College em North Andover, Massachusetts evidenciou que quando as gestantes tomavam mais açúcar, inclusive os provenientes de refrigerantes, seus filhos tinham menos habilidades de resolução de problemas não-verbais e memória verbal. As crianças também tinham escores mais baixos de inteligência global associados ao conhecimento verbal e habilidades não verbais.

O consumo de refrigerante diet durante a gravidez foi relacionado à diminuição das habilidades motoras visuais piores na primeira infância (até 3 anos). Por volta dos 7 anos, as crianças cujas mães bebiam refrigerantes diet quando estavam grávidas tinham habilidades verbais mais pobres. Outra descoberta importante é que essas crianças consumiam normalmente mais açúcar e esse consumo excessivo estava vinculado à memória e às dificuldades de aprendizagem.

– Cafeína

Outro fator a considerar ao analisar se tomar refrigerante na gravidez faz mal é que o refrigerante tem cafeína, que pode causar uma dependência. De acordo com a Mayo Clinic, um copo contendo aproximadamente 350ml de refrigerante pode ter mais de 50mg de cafeína.

Imagine que sua alimentação diária inclui não somente o refrigerante, mas também café, chá e chocolate, e no final do dia você pode ter consumido uma quantidade muito grande de cafeína, o que pode provocar dores de cabeça, inquietação ou ansiedade.

Muita cafeína pode levar ao vício e à abstinência, o que pode causar dor de cabeça, fadiga, sonolência, incapacidade de concentração e foco, irritabilidade e depressão.

Estudos realizados pela American Pregnancy Association evidenciaram que durante a gravidez o consumo de mais de 300mg de cafeína pode não ser seguro para a gestante e para o bebê, pois pode provocar um parto prematuro. Além disso, pode prejudicar o sono, estimular o sistema nervoso central e glândulas como a adrenal, e estes efeitos têm repercussão a longo prazo na saúde do feto em crescimento.

Mulheres que consomem mais de 500mg por dia podem dar à luz bebês com respiração e batimentos cardíacos crônicos. A quantidade recomendada de cafeína durante a gravidez é de 200 mg por dia e ela permanece no corpo de uma mulher por 11 horas, mas pode chegar a 100 horas no feto, já que os órgãos em crescimento do bebê têm dificuldade em processar essa substância. 

– Cafeína parte II

Bebidas como o refrigerante podem causar azia ou piorá-las, se elas já são presentes. Estudos revelam que, principalmente durante o terceiro trimestre, a cafeína, que é um dos ingredientes de refrigerantes, pode piorar a azia.

A azia costuma provocar uma sensação de queimação na região do tórax ou logo abaixo da garganta. Caso você tenha esse sintoma após alguns minutos de ingestão de qualquer bebida gaseificada, suspenda o consumo.

Se você deseja desfrutar de uma bebida gasosa, mas quer se manter saudável ao mesmo tempo, tente combinar água gaseificada com suco de frutas frescas para saciar seus desejos e dar ao bebê uma boa quantidade de vitaminas, minerais, potássio e ferro. Melhor ainda, tente evitar refrigerantes durante a gravidez e mude para sucos saudáveis.

– Água carbonatada

A água carbonatada é um dos componentes do refrigerante e ela serve para dissolver outros ingredientes. A água carbonatada contém dióxido de carbono como ingrediente principal, que adiciona as bolhas efervescentes à bebida. Água gaseificada simples deve incluir apenas o gás, mas a maioria dos fabricantes adiciona outros minerais, como sódio e potássio. O sódio aumenta a pressão sanguínea e uma pressão alta constante pode ser perigosa para o seu bebê.

– Adoçante artificial (versão zero açúcar)

Com o objetivo de evitar o açúcar, muitas gestantes recorrem à versão diet de seu refrigerante favorito, mas será que é uma boa opção?

Os adoçantes artificiais se ligam com os receptores gustativos na língua para causar a sensação de doce, mas sem as calorias do açúcar. As versões atuais desses adoçantes artificiais são muitas e geralmente são seguras, mas os seus efeitos sobre as mulheres grávidas são discutíveis.

Um estudo evidenciou que as gestantes que consomem bebidas adoçadas artificialmente diariamente são mais propensas a dar à luz bebês com sobrepeso.

Os adoçantes artificiais mais comuns que são considerados seguros durante a gravidez são o acessulfame de potássio, aspartame, rebaudioside A e sulcralose. Já a sacarina sódica e ciclamato são considerados prejudiciais. Porém, o aspartame deve ser evitado por mulheres grávidas que sofrem da condição chamada fenilcetonúria, uma doença hepática rara, em que o órgão é incapaz de processar os compostos presentes neste adoçante. Já o ciclamato é proibido em países como os EUA, portanto é interessante evitar.

– Aromatizantes

Se você olhar os rótulos, alguns tipos de refrigerantes podem não conter não conter cafeína, mas certamente terão aromatizantes que são responsáveis pelo sabor e a cor das bebidas. O ácido fosfórico é um aditivo aromatizante utilizado para colocar a acidez no refrigerante, porém ele pode liberar o cálcio dos ossos.

Isso acontece por causa do fósforo que tem a capacidade de se ligar ao cálcio que está presente nos ossos em abundância e essa condição pode tornar os ossos frágeis, o que é prejudicial para a formação óssea e para os dentes do bebê.

Dicas para diminuir o consumo de refrigerante

Já que vimos que tomar refrigerante na gravidez faz mal, vale a pena você seguir algumas dicas para reduzir o consumo dessa bebida, ou até mesmo excluir da sua dieta. Confira:

1. Misture o refrigerante com água

Beba uma mistura de metade refrigerante, metade água. Essa dica te condiciona a beber menos refrigerante e beber água, o que contribui com a hidratação.

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